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Segunda, 23 Julho 2018 18:02

Projeto da Unipar 'briga' para garantir medicamentos de alto custo pelo SUS

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Projeto 'Borboleta', do curso de Direito da Unipar, é coordenado pela professora Fernanda Projeto 'Borboleta', do curso de Direito da Unipar, é coordenado pela professora Fernanda Assessoria

Atender a comunidade possibilitando melhoria de qualidade de vida é um dos objetivos que a Unipar (Universidade Paranaense) tem por compromisso em ações realizadas por meio dos seus cursos de graduação. Focado nisso, surge na Unidade de Umuarama o projeto de extensão ‘Borboletas’, idealizado pela professora Fernanda Garcia Velasquez, do curso de Direito.

Coordenado por ela e desenvolvido com advogados voluntários e acadêmicos, o projeto tem o intuito de atender pessoas doentes que necessitam de medicamentos de alto custo que não são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A equipe do Borboletas também informa sobre os direitos dos pacientes, que muitas vezes desconhecem, e acompanha todo o trâmite da ação jurídica para obtê-los, de forma gratuita.

“Já ultrapassamos a 50 processos e vários estão em andamento”, orgulha-se a professora Fernanda. Com ela, atuam no projeto três advogados voluntários [Juca Morais, Douglas Eduardo Santana da Silva e Larissa Broch] e o estagiário Rafael Costa Lis, do 4º ano de Direito. Os pacientes são encaminhados pela Uopeccan, médicos ou assistentes sociais da região.

Segundo a professora, o nome Borboletas foi inspirado na transformação intensa e difícil que o paciente com câncer vivencia em seu tratamento, assim como seus familiares. “É uma luta constante, um processo muito difícil de enfrentar e, então, com o tratamento e a cura, a pessoa liberta-se para uma nova vida e um novo olhar”, elucida.

Por lidar com casos delicados, a equipe precisa oferecer um atendimento humanista, com respeito e carinho, para quem está nessa situação. “As pessoas vêm até nós desesperadas, necessitando de ajuda, pois são casos sérios. É uma experiência importante, inclusive, para o estagiário entender que o atendimento deve ser cuidadoso, atencioso e de fácil linguagem, não apenas técnico”, complementa o advogado Juca.

O acadêmico Rafael afirma que atuar no projeto é motivo de muita alegria: “Entrei nele a convite da professora Fernanda, pela nobreza da causa e por ter vontade de ajudar as pessoas. É muito gratificante e comovente não só para mim, mas para a equipe toda atender essas situações. Quando ganhamos uma causa, a comemoração é geral”, festeja.

Isso porque todas as causas são desafiadoras, tendo em vista os severos requisitos hoje determinados pelo Conselho Nacional de Justiça. “O mais dificultoso é a comprovação da extrema hipossuficiência financeira do doente e seus familiares, em contraposição aos preços impraticáveis dos medicamentos, que têm valores aproximados de 25 mil reais ao mês. Ou seja, mesmo que a pessoa tenha certa liquidez financeira, a viabilidade de arcar com os custos torna-se impossível. Mesmo assim, as causas ganhas se sobrepõem às que ainda estão em grau de recurso”, diz a professora.

A sede do projeto Borboletas fica na Unidade Básica de Saúde da Unipar. O atendimento a pacientes acontece às quintas-feiras, entre às 14 e 16 horas. Agora a equipe espera que, com a reabertura da Casa de Apoio da Uopeccan, mais pacientes sejam auxiliados pelo projeto, conforme a assessoria da instituição.

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