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Terça, 10 Julho 2018 10:41

Deputado Recalcatti pede informações sobre tendências ao suicídio entre policiais

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Deputado Delegado Recalcatti se preocupa com aumento de casos entre membros das forças de segurança Deputado Delegado Recalcatti se preocupa com aumento de casos entre membros das forças de segurança Divulgação/Pedro de Oliveira/Alep

O deputado Delegado Recalcatti (PSD) apresentou nesta segunda-feira (9) requerimento com pedido de informações sobre a situação dos suicídios de servidores da segurança pública no Paraná. Ele quer saber quantos casos foram registrados nos últimos cinco anos. Somente em 2018 já foram registrados quatro suicídios de policiais civis e pelo menos um de policial militar.

“O policial é considerado uma das profissões mais vulneráveis ao suicídio e, por isso, é necessário mantermos um acompanhamento sério porque são mortes evitáveis se identificada a sua tendência antecipadamente”, afirmou Recalcatti. Além do número de suicídios nessas duas categorias, o parlamentar solicitou os casos ocorridos entre servidores da Polícia Científica, agentes penitenciários, agentes de cadeia, agentes de apoio, agentes de execução e agentes profissionais.

No requerimento, ele também pediu informações sobre a aplicação da Lei 15.448, de 2007, que obriga as Polícias Militar e Civil a submeter todos os seus membros da ativa a exames com junta formada por médico, psicólogo e assistente social, a cada 12 meses. “De acordo com essa Lei, caso seja constatada qualquer anomalia para o exercício da função, o policial deveria ser afastado por três meses para tratamento com profissionais especializados”, destacou Recalcatti.

No último final de semana, o Paraná ficou chocado com o caso de uma policial civil que cometeu suicídio, em Cambé, após tirar a vida do próprio filho de quatro anos de idade. Em março passado, um caso semelhante ocorreu no município de Colorado onde um PM matou o filho de apenas oito meses e depois cometeu suicídio. “Além desses, outros três policiais civis se mataram neste ano”, lembrou ele.

“É preciso deixar claro que estes não são fatos isolados”, disse. “Os suicídios nas forças de segurança pública são mais comuns do que podemos imaginar”, completou. Um estudo nos Estados Unidos, publicado pelo Jornal Americano de Medicina Preventiva, em 2015, reafirmou que o ambiente de trabalho está diretamente ligado com as causas dos suicídios naquele país.

No topo das profissões com maior tendência ao suicídio, estão aquelas que atuam na segurança e proteção da lei. Ou seja, policiais e bombeiros são os que mais cometem suicídio nos Estados Unidos. Em São Paulo, um levantamento realizado via Lei de Acesso à Informação revelou que, entre 2006 e 2016, ocorreram 228 suicídios nas Polícias Civil e Militar de São Paulo – ou mais de 22 mortes por ano.

O mais completo estudo sobre suicídios de policiais no Brasil foi realizado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A pesquisa entrevistou 224 Policiais Militares, sendo que 10% admitiram que já haviam tentado o suicídio. E outros 22% disseram que já haviam pensado em se matar. “São números assustadores diante dos quais não podemos nos silenciar ou deixar que se tornem apenas manchetes de jornais”, afirmou Recalcatti.

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