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Quinta, 29 Março 2018 17:49

A violência, seus males, seus custos e seus culpados

Escrito por Dilceu Sperafico

A violência se tornou tragédia inominável no País, para a desgraça de toda população, sem exceções, pois nenhum cidadão deixa de ser penalizado, direta ou indiretamente, pelas diferentes formas com que se matam ou ferem seres humanos, em áreas urbanas, rurais e rodovias brasileiras.

Conforme dados estatísticos, entre assassinatos, acidentes de trânsito e acidentes de trabalho, as vítimas fatais somam cerca de 120 mil pessoas por ano.

Entre os sobreviventes de desastres, as vítimas com seqüelas, causadas por acidentes de trânsito e de trabalho, somam mais de um milhão de pessoas anuais, com custos elevados para o serviço de saúde pública, a previdência social e as famílias das vítimas.

Para se ter idéia da gravidade da situação, basta lembrar que em 2017 foram 59.103 os assassinatos no País, tendo entre as vítimas agentes públicos, como prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, suplentes de vereadores, servidores públicos, trabalhadores, empresários, pais e mães de família, jovens, idosos e crianças, de áreas urbanas e rurais.

Os acidentes de trabalho no País entre os anos de 2012 e 2016 somaram 3,5 milhões, com 13,3 mil casos fatais e custos de 22,1 bilhões de reais para a Previdência Social. As perdas materiais certamente foram ainda maiores, se considerados os tratamentos dos acidentados, custeados pela saúde pública e as famílias das vítimas.

Os acidentes de trânsito do ano passado, por sua vez, deixaram 47 mil mortos e cerca de 400 mil pessoas, entre motoristas e passageiros, com seqüelas mais ou menos graves, além de despesas de tratamento e a dor causada às famílias e círculos de amizade.

Os policiais, civis e militares, mortos no exercício de suas funções somaram 1.170 entre os anos de 2009 e 2017 e somente em 2017, outros 240 morreram em todo o País, tentando defender a vida e o patrimônio dos cidadãos, dos quais 92 somente no Rio de Janeiro.

Como a gravidade da perda da vida e dos sofrimentos entre familiares e amigos das vítimas são sempre equivalentes, pode-se afirmar que a violência fere profundamente mais de um milhão de brasileiros, todos os anos.

A consternação de familiares e amigos acompanhando o sepultamento de vítimas, mostra claramente a intensidade e dimensão de sua dor, mágoa e até revolta, que não podem mais ser ignoradas por nenhum de nós, sobreviventes dessas tragédias.

O Governo Federal demonstra estar reagindo à trágica situação ao decretar Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, criar o Ministério Especial da Segurança Pública e enviar tropas da Força Nacional de Segurança Publica atendendo pedidos de autoridades estaduais, entre outras medidas, na tentativa de controlar situações emergenciais, mas a solução desse dilema, em nosso ponto de vista, depende de ações muito mais amplas e da mobilização coletiva.

Não podemos, por exemplo, continuar culpando apenas o poder público pela superlotação de presídios, pois trata-se de posicionamento discutível, na melhor das hipóteses, na medida em que avalia o quadro de apenas um ponto de vista.

Se as penitenciárias estão lotadas e os presos sem receber o tratamento adequado, é preciso também apontar os demais responsáveis por essa situação, especialmente os criminosos que atacam instituições, empresas e cidadãos em busca do dinheiro fácil, sem levar em consideração os males de suas atitudes, para si e seus semelhantes.

*O autor é deputado federal pelo Paraná

E-mail: dep.dilceusperafico@camara,leg.br

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