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Sexta, 16 Março 2018 18:24

A automação industrial e a geração de empregos no Brasil e no mundo

Escrito por Dilceu Sperafico

No por acaso, especialistas em questões políticas e econômicas do mundo, se dizem muitos preocupados com o futuro do trabalho e dos trabalhadores, com a expansão da automação industrial e da inteligência artificial.

Além de ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do mercado de trabalho com os avanços da tecnologia já mereceram até debates no Fórum Econômico Mundial, como aconteceu em Davos, na Suíça, em 23 de janeiro último.

Dados revelados no encontro, indicam que somente no Brasil 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030 e nos Estados Unidos cada robô já desemprega pelo menos três pessoas.

Conforme especialistas, como os avanços da tecnologia são irreversíveis e no mundo já há milhares de indústrias sem a presença de um só trabalhador na linha de produção, a sociedade terá de aprender a conviver com os robôs.

No Brasil, recente corte de 60 mil cargos públicos, atingiu as funções de datilógrafos e digitadores, totalmente obsoletas. No mundo, no período entre 2015 e 2020, está prevista a perda de 7,1 milhões de empregos, especialmente em funções administrativas e industriais.

Na prática, o mercado de trabalho no País e no mundo passa por grande reestruturação, semelhante à revolução industrial, ocorrida na Europa nos séculos 18 e 19, quando o trabalho artesanal do assalariado foi substituído pelas máquinas.

A grande diferença na nova revolução, é que os atuais avanços estão ocorrendo de forma muito mais acelerada, pois desde 2010 o número de robôs industriais vem crescendo quase 10% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No Brasil, mais de 11 mil robôs industriais serão adquiridos por empresas até 2020, pois o interesse da indústria brasileira pela automação vem crescendo.

Como as empresas que não aderirem à tecnologia deixarão de ser competitivas, a automação industrial deverá resultar na perda de sete milhões de empregos para robôs e abertura de dois milhões de novas vagas para trabalhadores até 2020.

No mundo, entre 400 milhões e 800 milhões serão afetados pela automação até 2030, dependendo do ritmo de avanço tecnológico, o que equivalerá a de 11% até 23% da população economicamente ativa global, estimada em 3,5 bilhões de pessoas.

Conforme especialistas, isso não significará que todos os atuais trabalhadores perderão o emprego, mas muitos deles serão impactados com o que poderá ir do desemprego à experiência de ter como colega de trabalho uma máquina, tendo de dividir com ela as suas atuais funções.

Mesmo assim, determinadas instituições afirmam que os seres humanos ganharão novas oportunidades de trabalho e renda, em outras atividades mais complexas.

O lado bom da automação é que irá liberar profissionais de tarefas monótonas, repetitivas e cansativas, que poderão ser desenvolvidas com maior rapidez e eficiência quando robotizadas.

Além disso, as funções de trabalhadores irão envolver mais qualidades humanas, como criatividade, mas resta saber quantas dessas novas vagas serão criadas para pessoas criativas.

O Fórum Econômico Mundial projeta aumento na demanda de mão-de-obra nas áreas de arquitetura, engenharia, computação e matemática, entre outras. O problema é que esse crescimento da demanda não será suficiente para absorver todos os que perderam o trabalho em outros setores, além de exigirem alta qualificação dos interessados.

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