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Sexta, 16 Fevereiro 2018 13:45

A novidade dos carros compartilhados no Brasil e no mundo

Escrito por Dilceu Sperafico

Pode parecer fantasia, mas aquele que é um dos maiores sonhos de consumo da população brasileira, especialmente dos mais jovens e trabalhadores de menor renda, deverá acabar muito antes de sua concretização, por boa parcela da população.

Trata-se da aquisição, ainda que parcelada e onerosa, de carro próprio, que apesar de todos seus significados, como liberdade de ir e vir, independência do transporte público e até mesmo merecida ostentação de quem progrediu profissional e financeiramente, está com os dias contados.

Pelo que se sabe, muito antes da maioria desses cidadãos concretizar seu sonhou ou desejo pessoal, ele deixará de ser atrativo e acabará sendo abandonado pela sociedade moderna em poucas décadas.

A exibição e disponibilidade de carro na garagem 24 horas por dia, estão deixando de ser vantagem, sob todos os aspectos, com o avanço da tecnologia e a verdadeira revolução que ocorre no transporte individual e coletivo, urbano e rodoviário.

Conforme especialistas, a forma com que as pessoas fazem seus trajetos diários para o trabalho, escola, compras e retorno para a residência, atualmente de carro, ônibus, metrô, bicicleta e até mesmo a pé, apresenta tendência mundial de mudanças radicais nos próximos anos.

Conforme pesquisa da Pricewaterhouse Coopers International Limited (PWC), de abrangência global, sobre perspectivas para a indústria automobilística, já em 2030 um em cada três quilômetros de tráfego urbano e rodoviário do mundo, será rodado em veículos compartilhados.

Na prática, o automóvel, que cada vez mais será autônomo e elétrico, deixará de ser propriedade de uma pessoa, família ou empresa, permanecendo em locais públicos à disposição dos interessados, como já acontece com bicicletas e outros equipamentos de menor valor, em cidades do País e do mundo. .

Conforme o estudo da PWC, somente na Europa, dentro de apenas 12 anos, 55% dos veículos produzidos deverão ser elétricos, provocando grandes alterações nos meios de deslocamento da sociedade.

Os novos carros ou veículos emergentes, segundo especialistas, serão eletrificados, autônomos, compartilhados, conectados e anualmente atualizados.

Com isso, o compartilhamento de automóveis será cada vez maior, dispensando as atuais despesas com gasolina, pneus, manutenção, combustível, seguro, impostos, taxas de estacionamento e construção e equipamento de garagens, em casas e prédios.

Com custo menor, os carros compartilhados irão também aumentar muito o tráfego de veículos, tanto que na Europa e Estados Unidos já há a expectativa de acréscimo de 23% e 24%, respectivamente, na quilometragem média percorrida por cada indivíduo.

Na China, essa expansão é estimada em 183% nos quilômetros rodados individualmente, enquanto no Brasil, segundo os responsáveis pelo levantamento, ainda não há previsões quantitativas da mudança de comportamento da população, mas o País certamente também será afetado, pois tratam-se de tendências globais e irreversíveis.

O estudo vai mais longe, analisando o impacto dessas alterações de costumes e avanços da tecnologia terão na fabricação e no comércio de veículos, em todo o planeta.

Mesmo com as mudanças previstas, tanto no combustível como na posse dos veículos, até 2030 espera-se para a Europa o ingresso de 24 milhões de novos carros no mercado, nos Estados Unidos 22 milhões e na China, 35 milhões de novos veículos.

O Tempo Agora

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