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Sexta, 02 Fevereiro 2018 14:00

Os tantos e diferentes crimes praticados contra o País

Escrito por Dilceu Sperafico
Dilceu Sperafico Dilceu Sperafico

O acompanhamento do noticiário dos meios de comunicação e de suas repercussões nas mídias sociais está cada vez mais difícil, diante do relato interminável de cada vez maiores tragédias e mais graves atentados contra a vida, a inteligência, a cultura e a paciência dos cidadãos de boa vontade.

Assim como os desvios de bilhões de reais de empresas estatais e cofres públicos, o superfaturamento de contratos e atos de corrupção de detentores de cargos eletivos e agentes públicos, de todas as instâncias de governo, que não podemos mais admitir, o mesmo ocorre com ações aparentemente menos nocivas, mas tão ou mais destrutivas do que os crimes contra a vida e o patrimônio individual das pessoas.

Com todo o respeito aos que pensam diferente, não pode haver futuro e nem esperanças de dias melhores para uma sociedade onde o patrimônio público e/ou coletivo e bens essenciais à sua própria sobrevivência e evolução, como escolas, creches e postos de saúde, são arrombados, depredados e vandalizados, além de terem equipamentos e produtos de consumo furtados ou destruídos.

Tão triste como acompanhar informações sobre esses atentados, nos parece constatar que em muitos casos se culpa a falta de segurança pública e de agentes e equipamentos de vigilância nesses prédios, pela crescente criminalidade, sem qualquer menção às responsabilidades de comunidades beneficiadas e até vizinhos dos órgãos atingidos.

Como tais ações resultam em imediatos e grandes prejuízos para crianças, jovens e toda a população de sua área de atendimento, com a suspensão de atividades para os reparos indispensáveis e gastos bancados por todos os contribuintes, como ocorreu na construção, nos parece lógico também ouvir, em todas essas tragédias, sobre causas e efeitos, os seus usuários e moradores próximos.

Se em países desenvolvidos escolas, creches, postos de saúde e outros órgãos públicos são construídos e mantidos em terrenos sem a proteção de muros ou grades de ferro e muitas vezes têm dependências sem chaves em suas portas de acesso, pois sendo patrimônio coletivo são preservados e guardados por todos os seus beneficiários, achamos que estaria na hora de procurar conscientizar os brasileiros sobre esses avanços da civilização humana.

Nossa esperança é que no futuro jamais voltemos a acompanhar notícias tristes e inaceitáveis, como foi a da invasão e depredação de dependências e equipamentos da Escola Municipal São Francisco de Assis, do Jardim São Francisco, de Toledo.

O mais grave é que os danos, registrados na noite de 22 de janeiro último, teriam sido causados por crianças e adolescentes, que estudam ou estudaram na unidade e foram os responsáveis pela invasão e destruição do patrimônio público ou da própria comunidade.

A ação foi comprovada pela Guarda Municipal, após notificação de alarme silencioso, durante férias da comunidade escolar, causando perplexidade entre a comunidade vizinha, após a comprovação e avaliação de estragos, como portas e janelas quebradas, pichação de paredes e destruição de materiais pedagógicos.

Somente em 2017, a Prefeitura de Toledo gastou 50 mil reais com a recuperação de instalações depredadas, como banheiros públicos dos parques da cidade, além da substituição de equipamentos furtados, em atos cujo controle depende tanto da instalação de câmeras de monitoramento e alarmes, como de denúncias da população, consideradas fundamentais nesse desafio.

O Tempo Agora

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