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Sexta, 12 Janeiro 2018 11:55

O agronegócio de Toledo e do Oeste do Paraná e o ensino superior

Escrito por Dilceu Sperafico

A expansão, qualificação e diversificação do agronegócio de Toledo e região, ao ponto de alcançar destaque estadual, nacional e até internacional, sem dúvida alguma, são resultados de uma série de fatores positivos somados, que vão dos recursos naturais à adoção de novas tecnologias.

Ao solo fértil, topografia adequada, clima favorável e abundância de recursos hídricos, somaram-se a tradição e vocação dos colonizadores, que como descendentes de imigrantes europeus, já tinham noções básicas da importância e das vantagens da transformação de proteína vegetal em proteína animal, ainda que artesanal, para sua alimentação e renda no campo.

Conhecidos pela produção de ovos, leite, carnes e derivados, como salames, banha e lingüiças, além de conservas de hortaliças e doces, os produtores locais chamaram a atenção de investidores, pois com sua produção diversificada e em expansão, viabilizariam a implantação de agroindústrias, especialmente frigoríficos de aves e suínos e indústrias de leite.

O êxito de todo o empreendimento industrial, como se sabe, depende tanto da oferta regular de matérias-primas de qualidade, disponibilidade de mão-de-obra qualificada, fornecimento seguro de energia elétrica, mercado crescente para os seus produtos e infraestrutura de transporte para o escoamento da produção até os centros consumidores e portos de exportação.

Assim, atendendo a todos esses requisitos, Toledo e região se tornaram um dos principais centros agroindustriais e exportadores de alimentos do País, mas com a globalização do mercado e os avanços da tecnologia, foi necessário buscar mais para enfrentar concorrentes competitivos e ousados.

Mais uma vez Toledo foi o diferencial nessa competição, tornando-se também um dos maiores centros universitários do Sul do País, com mais de uma dezena de instituições de ensino superior públicas e privadas, mais de uma centena de cursos de graduação e cerca de 15 mil estudantes, de diversos Estados e até do exterior.

Com isso, a sociedade local inverteu o hábito de estudantes de algumas décadas atrás, que obrigados a freqüentar faculdades em Curitiba e outros grandes centros mais distantes, por falta de alternativas locais, levava a maioria desses jovens à adaptação rápida da rotina das grandes cidades, conquistando empregos vantajosos e desistindo de retornar à terra natal.

Com cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Biologia, Direito, Economia, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Pesca, Engenharia Química, Ciências Contábeis e Administração, entre outros, todos fundamentais para o agronegócio, filhos de agricultores passaram a cursar faculdades sem deixar a propriedade, aplicando em suas atividades os novos conhecimentos adquiridos.

Para ser agricultor bem sucedido no mundo moderno, o homem do campo tem de dominar uma série de assuntos técnicos, como cultivo do solo, saúde animal, produtividade, sustentabilidade, máquinas guiadas por satélites, comércio internacional e legislação trabalhista, para assimilar e adotar as modernas tecnologias e exigências mercadológicas e legais da agropecuária do século 21.

Dessa forma, Toledo superou os mais diferentes desafios, desde a atração de colonizadores com muito bem elaborado projeto de reforma agrária privado, até sua evolução técnica para atender requisitos comerciais, sanitários e de qualidade de alimentos exportados para mais de uma centena de países.

*O autor é deputado federal pelo Paraná. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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