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Sábado, 03 Março 2018 08:39

Juíza converte em preventiva a prisão do ex-diretor do DER-PR

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A juíza substituta Gabriela Hardt decidiu converter a prisão temporária de cinco dos seis investigados na 48ª fase da Operação Lava Jato, entre eles o ex-diretor do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná) Nelson Leal Júnior, para preventiva. As prisões temporárias foram prorrogadas inicialmente por cinco dias e venciam nesta sexta (2), até à decisão da conversão para preventiva publicada no sistema da Justiça Federal do Paraná no início da noite, conforme divulga o portal G1.

Batizada de Integração, a atual fase apura crimes como corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na gestão das concessões de rodovias federais no Paraná. Nelson Leal Júnior é suspeito de usar o cargo que ocupava para editar atos em favor das concessionárias. Após a prisão, ele foi afastado do cargo por determinação do juiz Sérgio Moro.

Além do ex-diretor do DER, também tiveram a preventiva decretada: Oscar Alberto Gayer da Silva - ex-funcionário do DER-PR; Wellington de Melo Volpato - sócio da Eco Sul Brasil Construtora; Hélio Ogama - diretor-presidente da Triunfo Econorte; Leonardo Guerra - administrador da empresa Rio Tibagi. O funcionário da Econorte Sandro Antônio de Lima, teve o alvará de soltura determinado pela juíza. Desde o início das investigações, o Ministério Público Federal (MPF) havia pedido a preventiva de todos os investigados.

Operação Integração

Além dos seis mandados de prisão, a PF (Polícia Federal) cumpriu 55 mandados de busca e apreensão; a Casa Civil, na sede do governo estadual, foi um dos alvos. De acordo com a investigação, o valor do pedágio foi superfaturado para financiar a corrupção. Nelson Leal, então diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná, é suspeito de usar o cargo que ocupava para editar atos em favor das concessionárias.

Conforme o MPF, a investigação mostra "reais causas" de alto preço do pedágio no Paraná, mas o advogado Beno Brandão, que defende Nelson Leal Júnior, disse que está analisando o teor da decisão e que, por enquanto, não vai se manifestar. O advogado de Oscar Alberto Gayer da Silva Walter Bittar disse que fez um requerimento para que o seu cliente pudesse prestar depoimento, mas ele não foi ouvido. "Nunca vi isso, prenderem sem ouvir o investigado. Isso é um absurdo", disse Bittar. A defesa de Hélio Ogama, representada pelo advogado Gabriel Bertin, preferiu não se manifestar sobre o assunto, da mesma forma que o advogado Rodrigo Antunes, que defende Leonardo Guerra.

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